Mário Moita, cantor, pianista e criador do conceito de Fado ao Piano, sempre teve — mesmo sem o saber — uma missão clara: aproximar os povos através da música. Ao longo de mais de três décadas, a sua carreira construiu pontes musicais e afetivas entre culturas, línguas e geografias.
Mas em 2001, essa missão quase foi interrompida por uma dura provação: Mário enfrentou uma doença autoimune rara — uma vasculite grave — que o colocou à beira da morte. Após intensos tratamentos de quimioterapia e meses de incerteza, sobreviveu.
“Em vez de parar, ganhei ainda mais força para cantar. Se era para viver, era para levar a minha voz pelo mundo.”
E assim fez: ao longo de mais de três décadas, a sua carreira construiu pontes musicais e afetivas entre culturas, línguas e geografias:
O primeiro álbum de Mário Moita, “Sons Ibéricos” (1999), já anunciava o seu forte impulso de união cultural, ao reunir canções tradicionais de Portugal e Espanha, enriquecidas pela colaboração de um coreógrafo espanhol, que trouxe uma dimensão cénica inovadora ao espetáculo ao vivo.
Em 1994, Mário integra o circuito artístico da Pousada de Estremoz, onde atua durante mais de 1.500 noitesna histórica sala onde D. Manuel I assinou a Carta Régia concedendo a Vasco da Gama a missão da viagem à Índia — um local simbólico que viria a marcar profundamente a sua ligação entre música, história e identidade portuguesa.
Desde então, a sua música percorreu mais de 40 países e 17 estados do Brasil, levando sempre consigo a alma do fado, reinventada ao piano, num estilo simultaneamente identitário, contemporâneo e internacional.
No Brasil, já cantou em 17 estados e participou várias vezes no lendário Programa do Jô (Jô Soares) — o maior talk show da lusofonia — onde brindou sempre com vinho do Alentejo, conquistando enorme visibilidade nacional. Foi desse encontro cultural que nasceu uma nova ideia artística:
a fusão entre a música portuguesa e os ritmos brasileiros, com espírito académico e respeito pela tradição.
Inspirado por essa ligação, Mário iniciou um trabalho profundo de pesquisa que resultou no cruzamento entre fado, forró, baião e xote, criando uma sonoridade original que o levou a conquistar o Troféu Gonzagão, o mais importante prémio da música tradicional nordestina — tornando-se, até hoje, o único artista português a receber essa distinção.
Em 2010, criou o concerto “União Lusófona”, reunindo músicos de vários países num espetáculo dedicado ao diálogo entre culturas de língua portuguesa.
Em 2012, deu um passo ainda mais ambicioso ao gravar um álbum com 24 músicos de 8 países, fundindo sonoridades de Portugal, Espanha, Marrocos, São Tomé e Príncipe, Cabo Verde e Brasil. O disco foi editado pela prestigiada editora internacional ARC Music e lançado em 65 países em formato físico (CD).
A apresentação oficial do projeto teve lugar a bordo do Navio-Escola Sagres, com o apoio da Marinha Portuguesa, num momento de forte simbolismo histórico e cultural, onde Mário Moita surgiu vestido de Infante D. Henrique, o Navegador — numa clara homenagem ao espírito dos Descobrimentos e à música como instrumento de encontro entre povos.
Enquanto pianista residente da Pousada de Estremoz, Mário Moita recebia, todas as terças-feiras, grupos de visitantes japoneses. Rapidamente criou laços de amizade com os guias e passou a receber partituras e CDs de música tradicional japonesa, integrando esses sons no seu repertório.
O momento em que Mário começava a interpretar música japonesa ao pianotornava-se um verdadeiro acontecimento, transformando a estadia daqueles grupos numa experiência única e memorável em Portugal.
A sua ligação ao Japão, iniciada em 2001, quando representou Portugal no Festival Internacional de Sakai, aprofundou-se ao longo dos anos. Mário gravou vários programas de televisão japonesa na sua casa no Alentejo, reforçando o diálogo cultural entre os dois países, também uma entrevista à conceituada revista gastronómica Japonesa, H-arumi.
Em 2005, foi convidado a viver durante algumas semanas com os seus amigos budistas Tendaishu, em Kyoto — uma experiência que marcaria definitivamente a sua vida artística e espiritual.
“Foi uma das experiências mais mágicas e transformadoras da minha vida, onde aprendi a meditar.”
Durante essa estadia, Mário foi convidado quase diariamente para realizar recitais de fado ao piano em escolas e templos budistas, aprofundando ainda mais a sua ligação ao Japão e à dimensão espiritual que atravessa a sua música.
Foi também nesse contexto que passou a cantar fados em japonês, criando uma conexão rara, profunda e emocional com o público nipónico — um encontro entre tradição, respeito e universalidade.
No Irão, Mário viveu um momento marcante num concerto onde, apesar da proibição de cantar em línguas estrangeiras, fez o público inteiro cantar em português.
“Estamos a falar numa língua que não é a vossa nem a minha. Mas a única língua que pode unir os povos é a música. Por isso estou aqui.”
— entrevista à televisão nacional iraniana, 2023
Em Cuba, Mário levou consigo a guitarra portuguesa, que dialogou com os sons caribenhos das estrelas do Buena Vista Social Club. Ao lado de Barbarito Torres, uniu o fado ao laúd cubano, criando pontes sonoras entre Lisboa e Havana. Gravou também um dueto com a maior diva viva da música cubana, Omara Portuondo.
O resultado desse encontro é o projeto “Te Quiero Havana”, cujo álbum completo será lançado até à Páscoa de 2026, antecedido por cinco singles — incluindo o dueto com Omara.
Mesmo em Portugal, Mário é conhecido por ser um agregador natural. Ao visitar a Madeira por exemplo, é comum reunir antigos colegas da universidade. Em Évora, organiza o encontro anual dos fundadores do Grupo Académico Seistetos, tuna que ajudou a fundar em 1992 e onde foi a voz principal até 1999.
A união está no seu ADN — na vida, na música e nas amizades.
Em sintonia com o álbum, nasce o espetáculo internacional de 2026:
“Unindo os Povos Através da Música”
Do Fado à Salsa, do Bolero ao Forró
Acompanhado por uma banda de músicos internacionais, Mário percorre canções de Portugal, Espanha, Cuba, República Dominicana, Argentina, México e Brasil — cruzando línguas, ritmos e emoções.
Mais do que um concerto, é um manifesto musical pela paz e união entre os povos.

Mario Moita, cantante, pianista y creador del concepto Fado al Piano, siempre tuvo —incluso sin ser plenamente consciente de ello— una misión clara: acercar a los pueblos a través de la música. A lo largo de más de tres décadas, su trayectoria ha construido puentes musicales y afectivos entre culturas, lenguas y geografías.
Pero en 2001, esa misión estuvo a punto de verse interrumpida por una dura prueba: Mario se enfrentó a una enfermedad autoinmune rara —una vasculitis grave— que lo colocó al borde de la muerte. Tras intensos tratamientos de quimioterapia y meses de incertidumbre, logró sobrevivir.
«En lugar de detenerme, encontré aún más fuerza para cantar. Si era para vivir, era para llevar mi voz por el mundo».
Y así lo hizo: a lo largo de más de tres décadas, su carrera ha seguido construyendo puentes musicales y emocionales entre culturas, lenguas y geografías.
El primer álbum de Mario Moita, “Sons Ibéricos” (1999), ya anunciaba con claridad ese fuerte impulso de unión cultural, al reunir canciones tradicionales de Portugal y España, enriquecidas por la colaboración de un coreógrafo español, que aportó una dimensión escénica innovadora al espectáculo en vivo.
En 1994, Mario se incorpora al circuito artístico de la Pousada de Estremoz, donde actúa durante más de 1.500 noches en la histórica sala donde Don Manuel I firmó la Carta Regia que otorgó a Vasco da Gama la misión del viaje a la India —un espacio simbólico que marcaría profundamente su vínculo entre música, historia e identidad portuguesa.
Desde entonces, su música ha recorrido más de 40 países y 17 estados de Brasil, llevando siempre consigo el alma del fado, reinventada al piano, en un estilo a la vez identitario, contemporáneo e internacional.
En Brasil, ha cantado en 17 estados y ha participado en varias ocasiones en el legendario Programa do Jô (Jô Soares) —el mayor talk show del mundo lusófono—, donde brindó siempre con vino del Alentejo, alcanzando una enorme visibilidad nacional. De ese encuentro cultural nació una nueva idea artística:
la fusión entre la música portuguesa y los ritmos brasileños, con espíritu académico y respeto por la tradición.
Inspirado por esta conexión, Mario inició un profundo trabajo de investigación que dio lugar al cruce entre fado, forró, baião y xote, creando una sonoridad original que le valió el Trofeo Gonzagão, el premio más importante de la música tradicional del nordeste brasileño, convirtiéndose hasta hoy en el único artista portugués en recibir esta distinción.
En 2010, creó el concierto “Unión Lusófona”, reuniendo músicos de varios países en un espectáculo dedicado al diálogo entre culturas de lengua portuguesa.
En 2012, dio un paso aún más ambicioso al grabar un álbum con 24 músicos de 8 países, fusionando sonoridades de Portugal, España, Marruecos, Santo Tomé y Príncipe, Cabo Verde y Brasil. El disco fue editado por la prestigiosa discográfica internacional ARC Music y lanzado en 65 países en formato físico (CD).
La presentación oficial del proyecto tuvo lugar a bordo del Buque-Escuela Sagres, con el apoyo de la Marina Portuguesa, en un momento de gran simbolismo histórico y cultural, donde Mario Moita apareció vestido como el Infante Don Enrique el Navegante, en un claro homenaje al espíritu de los Descubrimientos y a la música como instrumento de encuentro entre los pueblos.
Como pianista residente de la Pousada de Estremoz, Mario Moita recibía, todos los martes, grupos de visitantes japoneses. Rápidamente estableció lazos de amistad con los guías y comenzó a recibir partituras y CDs de música tradicional japonesa, integrando estos sonidos en su repertorio.
El momento en que Mario empezaba a interpretar música japonesa al piano se convertía en un verdadero acontecimiento, transformando la estancia de aquellos grupos en una experiencia única e inolvidable en Portugal.
Su relación con Japón, iniciada en 2001 cuando representó a Portugal en el Festival Internacional de Sakai, se fue profundizando con los años. Mario grabó varios programas de televisión japonesa en su casa del Alentejo, reforzando el diálogo cultural entre ambos países, además de conceder una entrevista a la prestigiosa revista gastronómica japonesa H-arumi.
En 2005, fue invitado a vivir durante varias semanas con sus amigos de la comunidad budista Tendaishu, en Kioto, una experiencia que marcaría de forma definitiva su vida artística y espiritual.
«Fue una de las experiencias más mágicas y transformadoras de mi vida, donde aprendí a meditar».
Durante esa estancia, Mario fue invitado casi a diario a ofrecer recitales de fado al piano en escuelas y templos budistas, profundizando aún más su vínculo con Japón y con la dimensión espiritual que atraviesa su música.
Fue también en ese contexto cuando comenzó a cantar fados en japonés, creando una conexión rara, profunda y emocional con el público nipón —un encuentro entre tradición, respeto y universalidad.
En Irán, Mario vivió un momento especialmente simbólico en un concierto en el que, a pesar de la prohibición de cantar en lenguas extranjeras, logró que todo el público cantara en portugués.
«Estamos hablando en una lengua que no es ni la vuestra ni la mía. Pero la única lengua que puede unir a los pueblos es la música. Por eso estoy aquí.»
— entrevista a la televisión nacional iraní, 2023
En Cuba, Mario llevó consigo la guitarra portuguesa, dialogando con los sonidos caribeños de las estrellas del Buena Vista Social Club. Junto a Barbarito Torres, unió el fado al laúd cubano, creando puentes sonoros entre Lisboa y La Habana. Grabó también un dueto con la mayor diva viva de la música cubana, Omara Portuondo.
El resultado de este encuentro es el proyecto “Te Quiero Havana”, cuyo álbum completo será lanzado hasta Pascua de 2026, precedido por cinco singles, incluido el dueto con Omara.
Incluso en Portugal, Mario es conocido por ser un agregador natural de personas. Al visitar, por ejemplo, la isla de Madeira, es habitual que reúna antiguos compañeros de universidad. En Évora, organiza el encuentro anual de los fundadores del Grupo Académico Seistetos, tuna que ayudó a fundar en 1992 y donde fue la voz principal hasta 1999.
La unión está en su ADN —en la vida, en la música y en las amistades.
En sintonía con el álbum, nace el espectáculo internacional de 2026:
“Uniendo los Pueblos a Través de la Música”
Del Fado a la Salsa, del Bolero al Forró
Acompañado por una banda de músicos internacionales, Mario recorre canciones de Portugal, España, Cuba, República Dominicana, Argentina, México y Brasil, cruzando lenguas, ritmos y emociones.
Más que un concierto, es un manifiesto musical por la paz y la unión entre los pueblos.

Mario Moita, singer, pianist and creator of the Fado at the Piano concept, has always had — even without fully realizing it — a clear mission: to bring peoples together through music. Over more than three decades, his career has built musical and emotional bridges between cultures, languages and geographies.
But in 2001, that mission was almost interrupted by a severe ordeal: Mario faced a rare autoimmune disease — a serious form of vasculitis — that brought him to the brink of death. After intense chemotherapy treatments and months of uncertainty, he survived.
“Instead of stopping, I found even more strength to sing. If I was meant to live, it was to carry my voice around the world.”
And that is exactly what he did: throughout more than three decades, his career has continued to build musical and emotional bridges between cultures, languages and geographies.
Mario Moita’s first album, “Sons Ibéricos” (1999), already announced this strong impulse toward cultural unity, bringing together traditional songs from Portugal and Spain, enriched by the collaboration of a Spanish choreographer, who added an innovative scenic dimension to the live performance.
In 1994, Mario joined the artistic circuit of the Pousada de Estremoz, where he performed for more than 1,500 nights in the historic hall where King Manuel I signed the Royal Charter granting Vasco da Gama the mission to sail to India — a symbolic place that deeply marked his connection between music, history and Portuguese identity.
Since then, his music has traveled through more than 40 countries and 17 states in Brazil, always carrying the soul of fado, reinvented at the piano, in a style that is at once deeply rooted, contemporary and international.
In Brazil, he has performed in 17 states and appeared several times on the legendary Programa do Jô (Jô Soares) — the most important talk show in the Portuguese-speaking world — where he always toasted with wine from the Alentejo, gaining enormous national visibility. From this cultural encounter, a new artistic idea was born:
the fusion of Portuguese music with Brazilian rhythms, guided by an academic spirit and deep respect for tradition.
Inspired by this connection, Mario undertook extensive research that led to the crossing of fado, forró, baião and xote, creating an original sound that earned him the Troféu Gonzagão, the most important award in traditional music from northeastern Brazil — making him, to this day, the only Portuguese artist to receive this distinction.
In 2010, he created the concert “Lusophone Union”, bringing together musicians from several countries in a show dedicated to dialogue between Portuguese-speaking cultures.
In 2012, he took an even more ambitious step by recording an album with 24 musicians from 8 countries, blending sounds from Portugal, Spain, Morocco, São Tomé and Príncipe, Cape Verde and Brazil. The album was released by the prestigious international label ARC Music and launched in 65 countries in physical CD format.
The official presentation of this project took place on board the Training Ship Sagres, with the support of the Portuguese Navy, in a moment of strong historical and cultural symbolism, where Mario Moita appeared dressed as Prince Henry the Navigator — a clear tribute to the spirit of the Discoveries and to music as a tool for bringing peoples together.
As resident pianist at the Pousada de Estremoz, Mario Moita welcomed groups of Japanese visitors every Tuesday. He quickly formed close friendships with the tour guides and began receiving sheet music and CDs of traditional Japanese music, integrating these sounds into his repertoire.
The moment Mario began performing Japanese music on the piano became a true highlight, turning each visit into a unique and unforgettable experience in Portugal.
His connection with Japan, which began in 2001 when he represented Portugal at the Sakai International Festival, deepened over the years. Mario recorded several Japanese television programs at his home in the Alentejo, strengthening the cultural dialogue between the two countries, and also gave an interview to the prestigious Japanese gastronomic magazine H-arumi.
In 2005, he was invited to live for several weeks with his friends from the Tendaishu Buddhist community in Kyoto — an experience that would profoundly shape his artistic and spiritual life.
“It was one of the most magical and transformative experiences of my life, where I learned to meditate.”
During this period, Mario was invited almost daily to perform fado piano recitals in schools and Buddhist temples, deepening even further his relationship with Japan and the spiritual dimension that runs through his music.
It was also in this context that he began singing fado in Japanese, creating a rare, deep and emotional connection with Japanese audiences — a meeting point of tradition, respect and universality.
In Iran, Mario experienced a powerful and symbolic moment during a concert where, despite the prohibition on singing in foreign languages, he managed to make the entire audience sing in Portuguese.
“We are speaking in a language that is neither yours nor mine. But the only language that can unite peoples is music. That is why I am here.”
— Interview with Iranian national television, 2023
In Cuba, Mario brought the Portuguese guitar into dialogue with the Caribbean sounds of the stars of the Buena Vista Social Club. Alongside Barbarito Torres, he united fado with the Cuban lute, creating sonic bridges between Lisbon and Havana. He also recorded a duet with the greatest living diva of Cuban music, Omara Portuondo.
The result of this encounter is the project “Te Quiero Havana”, whose full album will be released by Easter 2026, preceded by five singles, including the duet with Omara.
Even in Portugal, Mario is known as a natural unifier of people. When visiting places such as Madeira, he often brings together former university colleagues who had not seen each other for years. In Évora, he organizes the annual reunion of the founders of the Grupo Académico Seistetos, a university ensemble he helped found in 1992, where he was the lead voice until 1999.
Unity is in his DNA — in life, in music and in friendship.
In harmony with the album, the international show for 2026 is born:
“Uniting Peoples Through Music”
From Fado to Salsa, from Bolero to Forró
Accompanied by an international band of musicians, Mario travels through songs from Portugal, Spain, Cuba, the Dominican Republic, Argentina, Mexico and Brazil, crossing languages, rhythms and emotions.
More than a concert, it is a musical manifesto for peace and unity among peoples.